O QUE VOCÊ PRECISA SABER
- Kansas City ocupa o segundo lugar da NFL em EPA por corrida, com 0,14 por jogada.
- O uso de jogadas sob o center subiu de aproximadamente 18% em 2025 para cerca de 40% no início de 2026.
- Mahomes utiliza play action em 33% das jogadas de passe e registra 0,17 de EPA por dropback.
- A defesa é a oitava em EPA geral, mas aparece apenas em 21º contra corridas em terceiras descidas.
Corrida eficiente muda a estrutura ofensiva
O Kansas City Chiefs chegou ao bye da Semana 5 com indicadores favoráveis nos dois lados da bola, segundo uma análise publicada em 10 de outubro com dados do Next Gen Stats. No ataque, a principal mudança nos quatro primeiros jogos de 2026 foi a eficiência do jogo terrestre, acompanhada por um aumento expressivo de snaps sob o center e do uso de play action.
Kansas City aparece em segundo lugar na NFL em EPA por corrida, com 0,14 por jogada, atrás apenas do Buffalo Bills. EPA é a sigla em inglês para pontos esperados adicionados, uma métrica que estima quanto cada jogada aumenta ou reduz a expectativa de pontuação de uma campanha. O índice positivo indica que as corridas dos Chiefs vêm gerando valor, e não apenas variando a seleção de chamadas.
Esse rendimento permite que o técnico Andy Reid conecte melhor o jogo terrestre ao aéreo. Em vez de depender de uma única maneira de movimentar a bola, o ataque pode apresentar desenhos semelhantes antes do snap e escolher entre a entrega ao corredor e o passe após a movimentação inicial.
Mahomes opera mais sob o center e com play action
Os Chiefs executaram aproximadamente 40% das jogadas ofensivas sob o center, situação em que Patrick Mahomes recebe a bola diretamente do jogador central da linha. Em 2025, essa proporção havia ficado perto de 18%, o que evidencia uma alteração importante na formação inicial do ataque.
A mudança ajuda a aproximar a aparência das corridas e dos passes. Mahomes utilizou play action em 33% das jogadas de passe no período. Nesse recurso, o quarterback simula a entrega da bola antes de procurar um recebedor, tentando provocar uma reação antecipada da defesa.
A eficiência de Mahomes também aparece no EPA por dropback, que considera as jogadas em que o quarterback recua para passar. O índice chegou a 0,17, diante de 0,11 em cada uma das duas temporadas anteriores. Os números descrevem um ataque que, neste começo de campeonato, tem usado a ameaça terrestre para ampliar as possibilidades do jogo aéreo.
Defesa tem bom desempenho geral, mas cede em situação decisiva
A defesa de Kansas City registra -0,010 de EPA por jogada, oitavo melhor resultado da liga no primeiro mês. Para uma unidade defensiva, o valor negativo é favorável: significa que, em média, suas ações reduzem a expectativa de pontuação do adversário.
A contenção terrestre tem sido especialmente eficiente com caixas leves, quando menos de sete defensores ficam próximos à linha de scrimmage. Nesse cenário, os Chiefs aparecem em segundo lugar, com -0,27 de EPA. A equipe também ocupa a terceira posição na taxa de corridas interrompidas atrás da linha ou sem ganho, com 21,2%.
O contraste está nas terceiras descidas. Contra corridas nessa situação, Kansas City permite 0,28 de EPA e ocupa somente o 21º lugar. Como a terceira descida pode definir a continuidade de uma campanha ofensiva, essa queda em relação ao desempenho geral representa o ponto coletivo mais evidente a ser acompanhado após o bye.
Cobertura individual tem sinais distintos
As métricas individuais mostram situações diferentes para L’Jarius Sneed e Drue Tranquill na cobertura. Sneed havia permitido 278 jardas recebidas quando responsável pela marcação, quarta maior marca da liga no recorte, e foi escolhido como alvo em 30% de seus snaps de cobertura.
Tranquill, por sua vez, registrou -6,2 de EPA em cobertura de passe, resultado favorável que o deixou próximo das dez melhores marcas da NFL, segundo a análise citada. Esse indicador representa um ponto positivo individual e não deve ser confundido com o alerta levantado pelos números de Sneed.
Todos os rankings se referem somente às quatro primeiras partidas de 2026. Com uma amostra tão curta, posições e índices podem mudar rapidamente após o retorno dos Chiefs na Semana 6; os dados retratam o início da temporada, mas não garantem a continuidade do padrão.
Correção editorial
Correção em 10/10/2026: esclarecemos que o EPA de cobertura de Tranquill é um indicador favorável, distinto do alerta apresentado sobre Sneed.
PARA ENTENDER O CONTEXTO
Para os Chiefs, as métricas mostram como a eficiência terrestre está influenciando o desenho completo do ataque, inclusive a forma de utilizar Mahomes. Na defesa, elas localizam problemas específicos — corridas em terceiras descidas e os números de Sneed em cobertura — que podem ficar escondidos quando a avaliação se limita ao resultado final dos jogos.
A LEITURA CHIEFSCAST · ANÁLISE
Opinião do ChiefsCast Brasil: mais relevante do que uma posição isolada nos rankings é a mudança na construção do ataque. A combinação de corrida eficiente, formações sob o center e play action oferece alternativas a Patrick Mahomes e torna menos previsível a intenção antes do snap. A amostra de quatro jogos, porém, ainda é curta e não permite tratar esse desempenho como uma tendência consolidada para toda a temporada.
Fontes desta matéria
Arrowhead Pride ↗ Publicação original: 10 out · 2026 · Brasília
Texto em português com elaboração própria e apoio de IA na redação e revisão. Informações atribuídas às fontes; interpretação identificada. Conheça nossa política editorial.
