Composição editorial ChiefsCastBrasil. Ilustração genérica de futebol americano; não é fotografia do acontecimento.
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O QUE VOCÊ PRECISA SABER

  • Patrick Mahomes procurou Emmett Johnson antes do Draft, mas a reportagem não liga a mensagem diretamente à escolha dos Chiefs.
  • Kansas City subiu para selecionar o running back na quinta rodada, com a 161ª escolha geral.
  • A evolução na proteção ao passe foi determinante para Johnson se tornar o reserva de Kenneth Walker III.
  • O novato também contribuiu como retornador e na cobertura de punts nas primeiras semanas da temporada.

Contato de Mahomes antecedeu a escolha no Draft

A NFL.com publicou nesta quinta-feira, 15 de outubro, uma reportagem sobre o começo de Emmett Johnson nos Chiefs. O texto, originalmente veiculado pelo The Athletic, não anuncia uma nova transação ou lesão: trata-se de um perfil que reconstrói o caminho do running back novato até conquistar espaço no elenco de Kansas City.

Uma semana antes do Draft de 2026, Patrick Mahomes enviou uma mensagem direta a Johnson pelo Instagram para dizer que gostava de seu jogo. O quarterback havia observado o atleta de Nebraska e procurado informações por meio de Dylan Raiola, quarterback da universidade com quem já tinha contato. Mahomes e Johnson passaram a trocar mensagens, mas a reportagem não estabelece que essa conversa tenha determinado a decisão dos Chiefs.

Kansas City já acompanhava Johnson por seu próprio processo de avaliação. O jogador participou de uma entrevista formal com a equipe no Combine, em Indianápolis, e analisou jogadas de Nebraska com o coordenador ofensivo Eric Bieniemy e o treinador de running backs DeMarco Murray. A franquia depois subiu no Draft para escolhê-lo na quinta rodada, com a 161ª seleção geral.

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A proteção de passe definiu a disputa por espaço

Os Chiefs já reconheciam em Johnson características como mudança de direção, criatividade correndo com a bola e capacidade de escapar de defensores. A principal questão era sua proteção ao passe, função na qual o running back precisa identificar a pressão defensiva e bloquear para impedir que o quarterback seja atingido.

No começo do training camp, Johnson abordou o general manager Brett Veach e demonstrou saber que esse aspecto de seu jogo estava sob avaliação. O novato enfrentou dificuldades iniciais de coordenação e tempo de contato nos bloqueios, mas evoluiu com estudo de vídeo e correções técnicas. DeMarco Murray relatou que o jogador assimilava as orientações sem repetir constantemente os mesmos erros. No fim de setembro, o sistema interno de avaliação do treinador atribuía a Johnson uma nota na casa dos 90 em proteção de passe.

A evolução foi decisiva para a composição do backfield. Os Chiefs dispensaram Emari Demercado antes da temporada, e Johnson ficou como reserva de Kenneth Walker III. Andy Reid explicou em setembro que a capacidade de proteger o quarterback era uma exigência para ocupar a posição de segundo running back.

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Impacto também apareceu nos times especiais

Johnson produziu momentos de destaque já nas primeiras semanas. Em sua estreia, contra o Denver Broncos, ele forçou seis tackles perdidos em apenas duas recepções, segundo dados da Pro Football Focus. Foi a maior marca da Semana 1, empatada com Bijan Robinson, do Atlanta Falcons, que teve oito recepções.

Na Semana 2, o novato passou a atuar como retornador de kickoffs. Duas rodadas depois, na vitória fora de casa sobre o Las Vegas Raiders, também contribuiu na cobertura de punts: evitou que uma bola chutada por Matt Araiza entrasse na end zone e ajudou os Chiefs a pará-la na linha de uma jarda. A participação em diferentes unidades ampliou sua utilidade além das carregadas e recepções no ataque.

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Uma trajetória alimentada por oportunidades tardias

Filho de pais que deixaram a Libéria separadamente na década de 1990 e se conheceram nos Estados Unidos, Johnson associa sua motivação aos sacrifícios da família. Ainda criança, em uma viagem ao país de origem dos pais, ele precisou buscar água em um poço, experiência que, segundo relatou, alterou sua percepção sobre as condições em que cresceu.

Mesmo após correr para 2.484 jardas e 42 touchdowns em seu último ano no ensino médio, Johnson recebeu apenas uma proposta de uma universidade da então Power Five: Nebraska. Lá, esperou 475 dias por sua primeira participação em uma partida universitária. Mais tarde, consolidou-se no ataque e, em sua temporada final, correu para 1.451 jardas e 12 touchdowns em 12 jogos, além de receber quatro reconhecimentos de primeira equipe All-America.

Johnson esperava ser selecionado antes da quinta rodada. Durante o Draft, registrou no celular os nomes dos 160 jogadores escolhidos antes dele e manteve a lista como fonte de motivação. O bom começo em Kansas City, portanto, combina uma oportunidade tardia no Draft com a capacidade de corrigir justamente o fundamento que poderia limitar seu papel na NFL.

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PARA ENTENDER O CONTEXTO

A história é relevante para os Chiefs porque mostra como a comissão técnica definiu o reserva de Kenneth Walker III. Johnson não conquistou a função apenas por correr com a bola: sua evolução na proteção de passe e sua participação nos times especiais deram à equipe opções para utilizá-lo em diferentes situações de jogo.

A LEITURA CHIEFSCAST · ANÁLISE

Opinião ChiefsCastBrasil: o contato de Patrick Mahomes é o elemento mais chamativo da história, mas não deve ser tratado como causa da escolha. O relato mostra que a ascensão de Emmett Johnson passou principalmente pela avaliação prévia dos Chiefs e por sua evolução na proteção ao passe, requisito que a comissão técnica considerava indispensável para o segundo running back do elenco.

Fontes desta matéria

NFL.com story ↗ Publicação original: 15 out · 2026 · Brasília

Texto em português com elaboração própria e apoio de IA na redação e revisão. Informações atribuídas às fontes; interpretação identificada. Conheça nossa política editorial.