
O QUE VOCÊ PRECISA SABER
- Os Chiefs correram para 220 jardas contra os Broncos na Semana 1.
- Mahomes identificou maior atenção do Colts à corrida e a Kenneth Walker na rodada seguinte.
- Kansas City utilizou play-action em 35% de suas jogadas de passe no domingo.
- Dois dos três primeiros passes completos de Mahomes vieram de play-action em formações under center.
Corrida já altera a abordagem das defesas
Patrick Mahomes percebeu uma mudança na maneira como as defesas enfrentaram o Kansas City Chiefs nas duas primeiras semanas da temporada regular. Depois de o ataque produzir 220 jardas terrestres contra o Denver Broncos na estreia, o Indianapolis Colts dedicou mais recursos à contenção das corridas e de Kenneth Walker no jogo seguinte.
Na avaliação apresentada pelo quarterback em entrevista coletiva na quarta-feira, esse comprometimento defensivo ficou visível no posicionamento dos jogadores próximos à linha de scrimmage. Walker chegou ao fim das duas primeiras rodadas como líder da liga em jardas e tentativas de corrida, reforçando a necessidade de os adversários considerarem a entrega da bola ao running back em cada jogada.
Play-action aproveita avanço dos linebackers
A resposta dos Chiefs foi explorar o play-action, recurso no qual o quarterback simula uma entrega ao corredor antes de procurar um passe. Quando os linebackers reagem à possibilidade de corrida e avançam em direção à linha, surge espaço atrás deles para os recebedores.
Dois dos três primeiros passes completos de Mahomes contra Indianapolis saíram de chamadas de play-action com o quarterback alinhado under center — diretamente atrás do center, em vez de mais recuado na formação shotgun. A ameaça de uma entrega rápida para Walker contribuiu para que Mahomes encontrasse alvos livres sem precisar prolongar as jogadas.
No total, 35% das jogadas de passe de Kansas City naquela partida utilizaram play-action. Segundo o Arrowhead Pride, essa taxa teria sido a terceira maior dos Chiefs em um jogo se comparada às partidas da equipe em 2025.
Equilíbrio coloca a escolha nas mãos de Mahomes
Mahomes atribuiu o funcionamento da estratégia ao equilíbrio entre insistir na corrida e selecionar o momento adequado para as simulações. Ele também destacou o trabalho de Eric Bieniemy e Andy Reid na escolha das chamadas de play-action e das jogadas que movimentaram o ponto de lançamento.
A lógica descrita pelo quarterback é condicional: se a defesa mantiver mais jogadores recuados para limitar passes profundos, Kansas City pode entregar a bola a Walker; se ela se aproximar para conter o chão, o ataque pode usar a mesma ameaça para lançar por cima dos linebackers. Assim, corrida e passe não funcionam como alternativas isoladas, mas como componentes que ajudam a criar oportunidades um para o outro.
Os Chiefs ainda precisarão ajustar essa proporção conforme a estratégia de cada adversário. Nas duas primeiras semanas, porém, a disposição de correr já produziu o efeito tático pretendido: fazer a defesa tomar decisões antes que Mahomes defina onde atacar.
PARA ENTENDER O CONTEXTO
Para os Chiefs, a relevância está na ampliação das respostas disponíveis a Mahomes. Um ataque capaz de punir tanto estruturas defensivas recuadas quanto formações concentradas contra a corrida dificulta a antecipação das chamadas e favorece a criação de confrontos mais vantajosos no jogo aéreo.
A LEITURA CHIEFSCAST · ANÁLISE
Opinião do ChiefsCastBrasil: a principal consequência de um jogo terrestre respeitado não se limita às jardas conquistadas pelo chão. Ao obrigar os adversários a aproximarem linebackers da linha, os Chiefs ampliam as opções de Mahomes e tornam menos previsível a escolha entre corrida e passe. A continuidade desse equilíbrio será mais importante do que depender exclusivamente de uma das duas alternativas.
Fontes desta matéria
Arrowhead Pride ↗ Publicação original: 23 set · 2026 · Brasília
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